Crise?
Novembro 19, 2008
Queridos leitores anônimos deste, também anônimo, blog. Como prometido, falarei hoje sobre a tal crise.
No IV Fórum de Marketing de Curitiba, a crise mundial foi muito citada, mas não como crise, mas sim como transformação.
Walter Longo lembrou que já passamos por muitas transformações na história da humanidade, mas de maneira separada. Deixe-me explicar:
Renascimento, foi uma transformação na literatura, na arte de maneira geral. A queima dos sutiãs em praça pública marcou uma grande mudança nos costumes femininos e revolucionou a influência da mulher na sociedade. A internet foi o grande passo tecnológico dos últimos anos.
Pela primeira vez estamos passando por transformações em todas as áreas. Estamos saindo da era industrial e entrando na era da comunicação e é isto que a crise mundial marca: o início de uma nova era.
A crise estabelecida no cenário mundial é fruto do nosso pensamento analógico, dentro deste novo mundo digital. A empresas ainda pensam como na era industrial, porém estamos entrando em um momento de sustentabilidade, de informação. Estamos entrando em um mundo volátil, mas as grandes potências empresariais ainda tem a estrutura rígida de um mundo mecanizado.
Na publicidade, o caminho é o mesmo: flexibilidade. O consumidor deseja maior participação, deseja ter experiências com as marcas. O consumidor quer descobrir, quer mudar. O nosso público quer interagir. Esta interação está se tornando fundamental e a melhor forma de gerar esta interatividade atualmente é na internet. Além de ser uma produção relativamente barata (se comparada com produções para TV, por exemplo) a comunicação virtual interativa tem o poder de transformar o seu anúncio em buzz. Claro, se for uma ação bem feita. De nada adianta enviar uma simples newsletter e ficar esperando que ela domine o mundo virtual.
Um ótimo exemplo de interatividade é o site da Royal Caribbean dedicado ao seu navio Freedom Of The Seas. O hot site não chega a ser um buzz, mas faz com que o público tenha uma experiência positiva com a marca, mesmo antes de ocorrer o consumo. O fato mais interessante é que eu conheço este site faz um boom tempo, mas ele foi tão bem construido que continua sendo um exemplo a ser seguido.
Confira clicando aqui.
A experiência é essencial
Novembro 16, 2008
Não, não estamos falando da sua experiência de vida ou experiência de mercado. O negócio aqui é a experiência do consumidor com a sua marca.
Quem teve o privilégio de ir até a cidade de Curitiba para acompanhar o IV Fórum de Marketing percebeu que esta foi uma das palavras-chave em todas as palestras. De Philip Kotler até Walter Longo, todos citaram a importância das experiências positivas que são geradas no contato do consumidor com as marcas.
Kotler citou as redes sociais: “Hoje, se você quer comprar um Volvo, é só entrar no seu Facebook ou no seu Orkut e enviar uma mensagem para todos os seus milhares de contatos, perguntando:-Ei, quem aí tem um Volvo? É um bom carro?”. E aai de você se um deles teve alguma experiência negativa com o nome Volvo…
“Nós pensamos de uma forma analógica em um mundo digital” disse Longo e, particularmente, concordo com ele. Não só na questão da comunicação, mas pensando também na gestão de negócios.
Falando nisso, outra questão muito comentada foi a crise mundial, mas isso é assunto suficiente para um próximo post.
A Nintendo teve uma ótima sacada sobre esta experiência que o consumidor pode ter com a marca e criou no Youtube o Experiencie Wii.
“Nós devemos fazer do consumidor uma mídia” Walter Longo.